Art & Flowers

Existem elementos cheios de tradição que não podem faltar nos casamentos. O vestido de noiva é um excelente exemplo, assim como os anéis de compromisso e o bolo de casamento. Mas hoje o nosso enfoque vai para um dos acessórios mais mágicos e prezados pelas noivas: o bouquet! Independentemente de preferires um modelo redondo e tradicional ou uma composição moderna - como poderia ser o ramo estilo hoop - uma coisa é certa: de certeza que não te imaginas a subir ao altar sem este elemento! Mas será que sabes a origem desta tradição e todo o seu significado? Se estás curiosa, não deixes de ler os próximos parágrafos.

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A origem

Ao contrário do que acontece com as alianças de casamento, a origem do bouquet de noiva é algo incerta. Umas das teorias mais populares diz que este elemento surgiu na Grécia Antiga. Segundo reza a história, as noivas teriam que oferecer flores à deusa Hera, como forma de homenageá-la. No entanto, também existem teorias que defendem que o ramo sempre teve um papel protetor, servindo para afastar o mau olhado - o que justifica que, nesta época, os ramos fossem compostos por plantas aromáticas e alho. Outras teorias defendem que os bouquets serviam para disfarçar o cheiro corporal das noivas, sobretudo durante a Idade Média, quando a higiene não era contemplada como hoje em dia. 

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O significado das flores

Apesar de todas as teorias, uma coisa é certa: foi na época vitoriana que os ramos de noiva começaram a ganhar mais força, transformando-se num elemento obrigatório em qualquer enlace. Neste período, os bouquets começaram a ser compostos de acordo com o significado das flores. E, tal como um penteado com caracóis não era escolhido ao acaso, as composições também eram estudadas ao pormenor: girassol para a vitalidade, rosa vermelha para a paixão, cravo para a fertilidade... A tendência colou tanto que, atualmente, esta continua a ser uma das premissas para a escolha das flores de um ramo!

Pequeno Jardim

Atirar o ramo às solteiras

Há tradições que nunca mudam: o corte do bolo de casamento original, a primeira dança dos noivos e, seguindo o tema do artigo, o lançamento do bouquet! Mas qual é a origem e o sentido desta prática? Como já explicamos, os ramos antigamente eram elaborados com alho e plantas aromáticas e a sua finalidade era, sobretudo, protetora. Como tal, as noivas acreditavam que, ao atirá-lo durante a cerimónia, o mau-olhado e as energias negativas seriam arremessadas para longe. No entanto, também existe a teoria de que esta prática começou na Idade Média, onde era tradição que as mulheres solteiras cortassem pedacinhos do vestido de noiva como amuleto para encontrar o amor. A tradição evoluiu e, hoje em dia, a sorte obtém-se ao conseguir o bouquet da noiva. 

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Na atualidade...

... a história é outra! Os bouquets tradicionais, compostos por rosas e peónias, foram substituídos por composições únicas, que tanto podem incorporar flores de feltro, como jóias ou origami. O formato também tem vindo a mudar pelo que, hoje em dia, tanto podemos optar por um ramo XL como por um original hoop bouquet. No que diz respeito à tradição de atirar o ramo de noiva, também podemos admitir que as práticas têm vindo a mudar... Atualmente, são cada vez mais as noivas que preferem organizar jogos para transferir o ramo - como o popular jogo das fitas - ou até entregá-lo ao noivo, para que seja ele a atirá-lo aos amigos solteiros. Em suma, dos vestidos de noiva pretos às novas formas de compor e atirar o ramo, podemos admitir que os casamentos são cada vez mais personalizáveis! 

Templo das Flores

Já escolheste o teu vestido de noiva rendado, os sapatos e o penteado de noiva... E o bouquet? Vais selecionar as flores de acordo com o seu significado ou preferes apostar numa composição moderna, com algodão, jóias e/ou flores de papel? E já sabes como vais atirá-lo às tuas convidadas solteiras? Conta-nos todos os teus planos!