Mariano S. Sarno - Celebrante
Mariano S. Sarno - Celebrante

A cerimónia começa, o vestido de noiva rouba todo o protagonismo e o padre ou oficiante começam o seu discurso. No final, depois dos votos e de todo o compromisso, ouve-se o “Sim, aceito” e os noivos trocam o anel de noivado pelas alianças! Mas… será assim em todas as culturas? Hoje falamos de handfasting, um ritual de casamento de origem céltico onde os noivos se comprometem muito antes de fazer o penteado de noiva para subir ao altar. Se adoram história e todas as curiosidades sobre estes rituais, fiquem atentos aos próximos parágrafos. Quem sabe se não acabam por adotar esta cerimónia para o vosso dia C...? 

Mariano S. Sarno - Celebrante
Mariano S. Sarno - Celebrante

O que é?

Há quem defenda que a sua origem é desconhecida e há quem diga que remonta a uma antiga tradição pagã da época dos povos Celtas. Em Inglaterra, entre os séculos XII e XVII, este era normalmente o termo utilizado para o que hoje apelidamos de noivado – a diferença é que consistia numa cerimónia, geralmente de um dia ou um mês antes de trocar oficialmente as alianças de ouro branco, em que o casal demonstrava o seu compromisso e intenção de casar.

Em que consistia

Nesta cerimónia de caráter vinculativo, os casais materializavam a sua devoção e amor ao amarrar os pulsos com tiras de tecido ou cordão e corda – as famílias aristocráticas destacavam-se por usar faixas de ouro nesta fase. Considerava-se que, se o casal sobrevivesse assim aos obstáculos da vida, certamente conseguiria sobreviver a um casamento juntos. O atar de pulsos era simbólico – funcionando como um anel de compromisso - e, segundo a tradição celta escocesa, o vínculo seria de um ano! Após esse tempo e, caso o casal pretendesse ficar junto, o handfasting era formalmente reconhecido como a sua cerimónia oficial de casamento!

Celebrar o Amor - Cerimónias
Celebrar o Amor - Cerimónias

E onde?

Embora esta celebração não possua um cunho religioso, os antigos povos Celtas viviam em profunda comunhão com a natureza, pelo que existem alguns requisitos são essenciais para honrar esta prática. Em primeiro lugar, esta cerimónia deve ser celebrada preferencialmente ao ar livre, num lugar cheio de energia positiva – e sim, podes usar um vestido de noiva com renda ou um modelo mais simples e boho, onde te sintas confortável a 100%! Quanto à decoração, deve também ela ser o mais simples e natural possível, optando sempre por elementos orgânicos para enfeitar o vosso espaço. Em sumo, o respeito pela mãe natureza é fundamental numa celebração deste estilo! 

Como adaptá-lo para os dias de hoje?

As comemorações de handfasting são muito animadas, com música e dança constantes e durante todo o dia! Não tendo um vínculo propriamente religioso, o casal pode pedir ao seu oficiante que dirija este ritual, independentemente das suas crenças ou tradições culturais. Há também quem defenda que o oficiante deve ficar encarregue da limpeza energética do local, demarcando um círculo no solo onde o casal se deverá posicionar, recorrendo a elementos naturais como incenso, velas brancas e cristais. Somente após essa preparação é que a música de entrada do casamento começa e os noivos poderão finalmente trocar as alianças de casamento.

Mariano S. Sarno - Celebrante
Mariano S. Sarno - Celebrante

Já conhecias esta tradição? Tal como em tantas outras culturas, o casamento tem uma linguagem universal: o amor! Assim, não se trata apenas de enviar os convites de casamento e preparar a vossa festa de sonho. Como podem ver, valores como a dedicação, o compromisso, a lealdade, a partilha e a camaradagem são transversais ao tempo e às religiões e até mesmo o ao de cortar o bolo de casamento e o partilhar entre todos pode ter um significado muito forte associado!