A incerteza continua a preocupar os casais que tinham data marcada para casar em 2020. As últimas diretrizes do governo foram pouco claras em relação à atividade do setor dos casamentos. Além disso, é possível que hajam medidas que sejam aplicadas de forma diferente dependendo da autarquia local. Se tudo continuar a avançar de forma positiva e progressiva, acredita-se que os primeiros casamentos poderão ser realizados a partir do dia 1 de Junho, o início da 3ª fase da reabertura. No entanto, é provável que o número de convidados seja limitado e que o casal tenha que aceitar determinadas condições e recomendações de segurança.

Embora o Governo não tenha falado diretamente de casamentos, deixamo-vos umas medidas que podem refletir a viabilidade de os celebrar.

Fase I: espera de casamentos, apenas mini cerimónias

O governo afirma que na Fase I, a partir do dia 4 de maio, poderá haver a reabertura de espaços de pequeno comércio, mas que serão proibidos ajuntamentos de mais de 10 pessoas. Seriam possíveis pequenas comemorações num ambiente familiar, mas não estão liberadas celebrações ou reuniões de grupos grandes. Por isso, a realização de casamentos ainda não será possível neste momento, visto que ainda predomina o dever cívico de recolhimento. 

Fase II: casamentos para um número limitado de convidados

Nesta fase, alusiva aos dias depois de 18 de maio, entende-se que o contacto social já será possível em grupos maiores para pessoas que não são vulneráveis ou que têm patologias anteriores, pois os planos são de reabrir espaços como restaurantes, museus, cafés, esplanadas e espaços semelhantes.Estes locais poderão voltar a receber clientes com uma lotação de 50%. No entanto, não está clara qual será a limitação de aglomeração de pessoas. Além disso, as autarquias podem decidir pontualmente pela abertura de outros estabelecimentos. 

Fase III: casamentos para um número maior de convidados

Nesta fase, alusiva a depois de 1 de Junho, já está prevista a abertura da maioria das actividades, como creches, pré-escola e ATL, lojas, centros comerciais; cinemas e teatros com lotação restringida. No entanto, mantendo sempre as medidas adequadas de segurança e a distância mínima social.

Assim, acredita-se que os casamentos poderão ser realizados com um maior número de convidados, mas o limite ainda não está especificado. É possível interpretar que o restaurantes, por exemplo,  poderão aumentar a sua capacidade de aforo, garantindo uma separação entre as pessoas.

É importante ressaltar que na transição destas duas fases, nos dias 30 e 31 de maio, o governo afirmou que algumas cerimónias religiosas podem voltar a realizar-se, dependendo dos acordos entre a DGS e as confissões religiosas, no entanto não esclareceu mais detalhes. E, recentemente, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou o protocolo a seguir para as celebrações de missas e casamentos durante o processo de desconfinamento. O comunicado não especifica a data na qual serão permitidos os matrimónios, porém, segundo divulgado pelo Governo, será a partir do dia 30 de maio

Considerações gerais

As novas orientações especificam que qualquer actividade deve ser realizada em condições de segurança, autoprotecção e respeito pelo afastamento social, sendo também recomendada a utilização de máscaras.

Por outro lado, tais diretrizes não especificaram as medidas concretas para a realização de casamentos. E por isso, através de medidas que afetam outros setores de funcionamento próximo ao setor nupcial, entendemos como as respetivas medidas de cada etapa vão influenciar a viabilidade dos casamentos. 

À medida que novas notícias estejam disponíveis, atualizaremos esses dados para vos manter informados. No entanto, se tiverem alguma dúvida, vejam tudo o que ter em conta neste novo debate da comunidade.