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Mia cresceu rodeada de câmaras e de uma enorme curiosidade por tudo o que existia lá dentro. Os seus pais costumam dizer que, ainda muito pequena, já as desmontava na tentativa de perceber como funcionavam. Algumas câmaras não sobreviveram a essa fase, mas a paixão ficou.

Foi aos 14 anos que teve a sua primeira câmara instantânea. Já conhecia o mundo analógico, mas foi nesse momento que algo mudou. Pela primeira vez, percebeu que fotografar não era apenas registar o que acontecia. Era uma forma de guardar emoções, pessoas, lugares e pequenos detalhes que, um dia, se tornariam memórias.

Desde então, a fotografia tornou-se a sua forma favorita de olhar para o mundo.

Como trabalha

Se tivesse de descrever as suas sessões em duas palavras, seriam: calma e espontaneidade.

Mia gosta de começar devagar. Conversa um pouco com quem está à sua frente, apresenta as câmaras e os rolos e explica como funciona este pequeno universo analógico. É uma forma de criar uma ligação e de se conhecerem antes de começarem a fotografar.

Não acredita em poses perfeitas nem em momentos forçados. Acredita em pessoas reais, em gestos naturais e em fotografias que contam uma história verdadeira.

Durante toda a sessão, vai guiando quem está à frente da sua lente, mas sempre respeitando o ritmo de cada pessoa. Para Mia, é importante que todos se sintam confortáveis, tranquilos e livres para serem exatamente quem são.

Porque as melhores fotografias acontecem quando nos esquecemos de que existe uma câmara.

Porquê analógico?

Porque não existe nada igual.

Há algo de especial na forma como o analógico nos obriga a abrandar. Cada fotografia é pensada. Cada clique tem intenção. Não existem centenas de imagens para escolher no final, apenas algumas dezenas de momentos que mereceram ser guardados.

E depois há a magia dos rolos: as cores, os grãos, as imperfeições e aquela nostalgia difícil de explicar por palavras.

É uma sensação que se sente mais do que se descreve.

Talvez seja por isso que Mia escolheu fotografar exclusivamente em analógico: porque acredita que algumas memórias merecem ser guardadas da forma mais honesta, intemporal e humana possível.

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Rua de Cedofeita 4050 Porto (Porto (Concelho))
Seguinte fotógrafo: Pedro Almeida Fotografia

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