O casamento de Rita e André em Sintra, Sintra
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R&A
08 Ago, 2020A crónica do nosso casamento
Corre o dia 13 de Julho de 2019 e levei a Rita a jantar em Sesimbra, sitio onde começámos a namorar e em dia em que celebrávamos mais um mês de namoro. Mas desta vez seria especial (e ela não sabia o que lhe esperava). Entre as várias conversas que tivemos ao jantar, veio o tema de casamento, ao qual a Rita diz que já teve mais interesse do que naquela altura e eu pensei para mim: queres ver que tenho que abortar a missão? Mas lá seguimos a conversa e percebi que apesar de ter menos vontade ainda era algo que ela queria muito. Findo o jantar, deixamos o carro ao pé da praia e eu, à socapa, meto a caixa com a aliança na meia e lá vamos nós ao passeio pela praia (enquanto eu procuro o melhor sitio para o pedido). Mal sabia eu que a praia ia estar com tanta gente. Como nós somos o tipo de pessoa que gosta de fazer as coisas longe dos olhos do público, lá andámos uma boa distância (sempre de caixinha na meia) e vimos um pontão na praia do Ouro, até foi a Rita que sugeriu irmos lá, melhor sitio era impossível, pensei para mim. Caminhamos para lá, eu calado-nervoso-concentrado e ela descontraída, claro. Estamos um bocado a olhar para o mar, eu sinto que é o momento, tenho uma mini paralisia e, por fim, joelho no chão a mostrar a aliança e pedido de casamento, um clássico. Enquanto eu olho para ela com aquele sorriso parvo, a primeira resposta da Rita: Não, segunda resposta da Rita: ah não, sim sim sim sim! Tão nervosa que ela estava.
Continuar a ler »Escolhemos a quinta, a igreja e a data: 10/06/2020. Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e da boda da Rita e do André, que lindo! Trabalhámos bem todas as semanas porque quisemos ser nós a fazer tudo o que os convidados iam ver e usar, por tudo ter o nosso toque e por sermos bons forretas com o dinheiro. Entretanto, o mundo é brindado com o sacana de um vírus e Portugal entra em estado de emergência. E agora? O adiamento era inevitável, mas para quando? Verificámos a disponibilidade da quinta e os sábados que tinham disponíveis era o de 1 Agosto e 8 de Agosto de 2020. Lá escolhemos o dia 8 com esperança que já houvesse condições para a festa. Passámos a estado de calamidade e, exatamente uma semana antes do casamento, a estado de contingência. Se escolhêssemos o dia 1 e lá tínhamos nós de adiar novamente. Já diz o ditado: quem não arrisca, não fanica.
É dia 08/08. Todos ansiosos e tudo a postos. Rita ao cabeleireiro e André ao barbeiro. Familia e amigos a chegarem às casas dos nossos pais e ansiedade cada vez mais forte. Na igreja, todos com o novo acessório, a máscara, muitas pessoas até a combinarem com o seu fato/vestido. A cerimónia não teve direito a alguns momentos, por isso, não deve ter levado mais do que 20 minutos (um recorde, segundo alguns convidados). Viagem para a quinta pela mítica IC19 e numa carrinha pão de forma espetacular de cor rosa espalhafatosa. Na quinta, deixámo-nos seguir a corrente da festa e divertimo-nos como nunca, desde a entrada na quinta, fotos com convidados, comida e bebida, baile dos noivos (com a intrusão das damas e damos de honor, foi épico), bolo de casamento (até deu para vermos o momento do assalto aos bonecos dos noivos em primeira mão), jogo do sapato e atirar o buquê.
Tanto eu como a Rita podemos dizer veemente que foi dia mais feliz das nossas vidas, desde o acordar (ou sair da cama, no meu caso porque não preguei olho a noite toda) até irmos dormir na noite de núpcias.
Bem, nunca tinha escrito nada com tanto clichê, mas que até fazem algum sentido. Esta é uma festa única e quando pensarem em organizá-la, se possível, tentem meter o vosso dedo em tudo para que fique à vossa imagem, todos os convidados irão ver que é a vossa cara e será muito mais memorável.
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