O casamento de Pedro e Márcia em Lisboa, Lisboa (Concelho)
No campo Outono Cor-de-rosa
P&M
25 Out, 2014A crónica do nosso casamento
Casámos no dia em que completámos 11 anos de namoro por isso a data foi ainda mais especial! Tivemos cerca de 70 convidados e o feedback que recebemos foi óptimo.
O meu dia não começou como o da maioria das noivas. Na noite antes, deitei-me tarde, por volta das 2h (porque tive amigos que não via há muito tempo e que não são de Lisboa a dormir lá em casa), duas horas depois acordei com a minha cadelinha a vomitar e andei a limpar o vomitado. Quando acordei às 7h da manhã tinha mais vomitado para limpar e sentia-me como se tivesse sido atropelada por um camião. Mas estava super bem disposta.
É engraçado como não me senti nada nervosa durante todo o dia! Tirando o medo de me enganar no momento de ler na igreja, não houve mais nada capaz de me assustar. Sabia desde há muitos anos que o Pedro é o amor da minha vida, por isso não havia o que temer! Depois de tantos anos juntos, foi mais para oficializar a nossa união.
A minha sobrinha e menina das alianças dormiu lá em casa nessa noite. Acordou facilmente, vestiu-se muito depressa e ficou pronta para arrancarmos. Peguei no saco com as coisas que precisava de levar para casa da minha mãe, onde me arranjei e saí de casa. Arranquei com o carro e dez segundos depois lembrei-me que me esqueci do vestido da menina das alianças! Como ainda estava perto de casa não foi dramático, mas tive de acordar o pessoal para me abrir a porta, já que lhes deixei a chave. Entretanto, a cabeleireira já tinha acabado de tratar do cabelo da minha mana e estava à minha espera. Assim que cheguei ela começou a tratar da menina das alianças, enquanto eu tomava banho.
Continuar a ler »O meu cabelo foi muito mais rápido do que pensava que seria! Escolhi levar o cabelo apanhado para não ter de me preocupar com madeixas soltas para aqui e para ali, para não ter cabelos à frente dos olhos, e porque acho muito elegante. Ccontratei a mesma cabeleireira que me costuma cortar o cabelo. Chama-se Lurdes e trabalha no cabeleireiro Sérgio e Margarida em Picoas. Em 30 minutos estava despachadíssima, o que calhou bem, porque me deu tempo de arranjar as unhas dos pés antes do fotógrafo chegar.
O fotógrafo que tive a sorte de ter comigo foi o Carlos Delicado, da Cardeli Photography! Mais do que fotógrafo, o Carlos é um artista capaz de captar momentos como ninguém e ainda é um animador fantástico. Toda a gente o adorou, há até quem esteja a pensar fazer festas só para o contratar! Com ele chegou também a maquilhadora, a Sónia Camacho, que a minha querida madrinha ofereceu. A Sónia trabalha muitas vezes com o Carlos e é absolutamente fantástica! Uma querida e uma maquilhadora fabulosa! Nunca me senti tão bonita como naquele dia!
Entretanto chegaram as madrinhas e as amigas, as primas, os tios e os amigos da minha mãe. A casa estava cheia de gente, todos absolutamente lindos e fantásticos! A minha mãe também foi maquilhada pela Sónia e estava lindíssima!
Depois de vestida tirei algumas fotografias com as pessoas que estavam lá em casa e comecei a dizer que me queria ir casar. Estava ansiosa por ver o noivo! Não ajudei a escolher o fato, na verdade, não fazia a mínima ideia do que ele ia usar, e mal podia esperar para o ver! O meu colega G. foi o responsável por arranjar um carro para irmos para a igreja e depois para o copo d'água. Testar carros faz parte da nossa profissão.
Quando estava à porta da igreja, ainda dentro do carro, ligou-me o senhor do bolo (encomendado na Didu de Santo António dos Cavaleiros) porque não sabia onde era o copo d'água. Quando enviei o email a fazer a encomenda enviei-lhes o link do Google Maps para a Pateira, mas eles nem se deram ao trabalho de abrir aquilo! Pior ainda, foi quando finalmente lá chegaram, com a ajuda da Marta, que pus em contacto com o senhor. Mas a verdade é que o bolo estava delícioso e toda a gente adorou.
Depois desta crise resolvida chegou o momento de sair do carro, caminhar até à porta da igreja, e entrar. Não, ainda não. Mais uns dois ou três minutos para prepararem a música. E lá fui eu!
Disseram-lhe para não se virar para trás e ele obedeceu! Foi a única coisa de que tive pena, que ele não se tenha virado para me ver entrar. Soube depois que ele ainda esteve nervoso, antes de eu arrancar para a igreja! ihihihih
A decoração da igreja, o meu bouquet, o bouquet para atirar e as flores de lapela dos homens ficaram a cargo da Linflor e ainda bem! O preço foi muito simpático e estava tudo lindo.
O padre João é uma pessoa muito simpática, acessível e descontraída, foi por isso que quisemos que fosse ele a celebrar a cerimónia. Os missais tinham erros, as leituras foram baralhadas e o padre ainda brincou connosco, por isso foi muito leve, simples e divertido! Acho que nunca ninguém se riu tanto num casamento na igreja como no nosso.
Pareceu-me que em dois segundos estava cá fora a ser atingida por quilos de arroz! Só os padrinhos e amigos mais próximos levaram 20 Kgs, incluindo um funil para ajudar a entranhar bem no noivo. Não é muito grave, recomendo que assim que chegarem ao espaço da recepção, vão à casa-de-banho, dispam o vestido, livrem-se do arroz e voltem-se a vestir.
Depois do arroz, distribuímos saquinhos de gomas pelos convidados. Alguns, mais especiais, tiveram direito a bolachas em forma de menino e menina, feitas por nós.
Enquanto o resto do pessoal seguiu para o copo d'água, os padrinhos ficaram a varrer o arroz (isto porque a sra. da igreja fez um ar tão infeliz quando olhou para o chão). A Sónia aproveitou para me retocar a maquilhagem, não que fosse preciso, e tirar-me um quilo de arroz do cabelo.
Quando chegámos ao copo de d'água já lá estava toda a gente. Estavam todos super bem dispostos e divertidos. Adoraram o cocktail de recepção e algumas pessoas, que percebem de cozinha, disseram que os salgados eram divinais! Confesso que comi poucos por causa das fotografias com os convidados, mas os que comi estavam óptimos!
A partir daqui foi sempre a curtir! Saímos a correr para tirar fotografias à última luz do dia, saltámos, subimos árvores. Enfim, uma loucura total! A música da festa ficou a cargo do João Lopes da House Box Radio que fez uma leitura fantástica da pista e percebeu exactamente que tipo de músicas queriamos.
É difícil explicar quão bonita estava a sala de refeições da Pateira. Os centros de mesa estavam maravilhosos, as velas penduradas no tecto deram o efeito que tinha imaginado, como se fossem pequenas chamas a flutuar no ar. As velas das mesas foram repostas com frequência, as flores eram lindas! A comida também estava óptima e adorámos o vinho! Os empregados foram de uma simpatia sem igual e bastante competentes. Houve até um casal que à última da hora acabou por conseguir ir, e que como não havia espaço em nenhuma mesa, montaram-lhes uma mesa pequena para os dois. Ficou super romântico!
Ah! É verdade, para marcadores de mesa usámos placas de ardósia escritas por nós. Pendurámos umas pequenas na palmeira grande com o nome das pessoas e as da mesa eram mais ou menos do tamanho de um iPad. De um lado tinham a ementa e do outro o nome da mesa. Como não tinhamos tema, acabámos por escolher nomes que tivessem relação com as pessoas que estavam na mesa.
O meu vestido foi mandado fazer n'A Bela Noiva, em Ourém, assim como o fato do noivo. Os sapatos eram do Atelier Fátima Alves, mas depois troquei para umas sabrinas de renda da H&M. O noivo levou uns sapatos que tem há anos porque não gostou de nada do que viu. A minha birdcage veio da Internet, assim como o gancho do cabelo. A liga foi emprestada pela madrinha. Tenho um gancho praticamente igual que comprei na Claire's para vender que em breve estará no forúm. Comprei pulseiras, mas esqueci-me de as usar. A manicure foi feita na Lipocero de Telheiras, pela Diana Martins.
Espero que tenham gostadi da descrição do melhor dia da minha vida!
Outros casamentos em Lisboa (Concelho)
Ver mais
A Gralha Empreendimento Turístico
Quinta Moinho da Praia
Quinta dos Plátanos
Inspire-se com estes casamentos
12 comentários
Deixe o seu comentário