O casamento de Jaime Rodrigues e Karen Santos Rodrigues em Calhandriz, Vila Franca de Xira
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J&K
19 Jun, 2025A crónica do nosso casamento
Acordei às sete da manhã com aquela sensação quente no peito: hoje. Hoje era o dia. Não houve nervosismo descontrolado nem mãos trémulas. Pelo contrário, um silêncio bonito dentro de mim, como se o coração soubesse exatamente o lugar onde devia estar. Pouco depois chegaram as minhas damas, com risos, maquilhagem espalhada pela mesa e aquela energia de irmandade que só se sente em dias grandes. Ali, entre pincéis, música baixinho e olhares cúmplices, começou o casamento muito antes da cerimónia.
O dia amanheceu a chover. Uma chuva teimosa, quase provocadora, como se quisesse testar a minha fé na própria vida. Tive um pequeno aperto, confesso. Mas decidi confiar. E foi a melhor decisão. Porque, como se o céu tivesse sentido o espírito da festa, o tempo acabou por abrir. Não apenas abriu: explodiu em calor. Estavam mais de 30 graus, um calor abrasador que parecia abraçar tudo e todos. Como se o sol tivesse chegado só para nós.
Claro que, como manda a tradição universal das noivas, atrasei-me. A cerimónia estava marcada para as três da tarde e eu cheguei às três e meia, num daqueles atrasos que já fazem parte da história para contar e recontar. Mas quando cheguei, tudo ficou em suspenso. O mundo ajustou-se para mim. O tempo abrandou.
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A cerimónia… não tenho outra palavra senão linda. E viva. A celebrante soube dar voz ao que nós sentíamos. Houve gargalhadas, houve lágrimas soltas e abraços apertados. Cada palavra parecia escolhida com uma delicadeza antiga. Era como se todos ali, convidados e noivos, estivéssemos a celebrar não só um casamento, mas a própria alegria de estarmos juntos.
No cocktail, a banda de samba trouxe ritmo e brilho ao calor da tarde. As pernas começaram a mexer-se sozinhas, os ritmos percorreram o chão, e de repente não havia idade, não havia protocolo, só havia festa. Cada sorriso era música. Cada palminha era tambor. A festa começou ali, e já ninguém queria que acabasse.
Depois, o salão. O momento em que vi a decoração foi quase cinematográfico. Todos os detalhes que planeei, todas as pequenas preocupações, todas as escolhas pensadas ao milímetro… estavam ali. Concretas. Belas. Perfeitas. Senti vontade de chorar, de rir, de abraçar o ar. Era o meu sonho fora da cabeça.
E a festa continuou. Até às três da manhã o tempo foi feito de dança, gargalhadas e passos que ninguém ensaiou, mas todos sabiam. Se há dúvida sobre animação, fica dito sem pestanejar: contratem a Elite. A sério. Não se vão arrepender.
Agora, o que fica? Ficam as memórias. Fica o cheiro das flores, o som da música, o toque das mãos, o calor do sol. Fica a certeza de que alguns dias na vida são mesmo maiores que os outros.
E se pudesse, casava outra vez amanhã. Porque há dias que são casa. E este foi um deles.
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