O casamento de Dinara e Carlos em Guarda, Guarda (Concelho)
Rústicos Primavera Azul
D&C
22 Mar, 2025A crónica do nosso casamento
Casamento molhado, casamento abençoado. Sim, choveu no nosso grande dia, mas tal não foi suficiente para nos estragar a festa, antes pelo contrário, foi um dia memorável; é verdade, somos suspeitos, mas não somos os únicos a dizê-lo. Comecemos pelo início...
A nossa união foi improvável. Quem diria que o amor da minha vida viria um dia do Cazaquistão morar para tão longe, Portugal, mais concretamente Lisboa? E que numa viagem ocasional iríamos fazer match através de uma aplicação de encontros e conhecermo-nos? O amor e a paixão foram tão grandes que pouco tempo depois estaríamos a viver juntos e 1 ano depois casaríamos!
Como a Dinara é estrangeira, todo o processo de casamento exigiu requisitos especiais, que trouxeram muita incerteza quanto à data do casamento: os documentos necessários poderiam demorar 1 mês ou 10 meses, e depois, devido à validade desses documentos teríamos um prazo relativamente curto para iniciar o processo de casamento e casar. Afinal, tudo acabou por ser rápido, e o desafio passou a ser: como organizar um casamento em 4 meses? Inicialmente, pretendíamos uma cerimónia intimista e escolhemos um espaço no meio do Parque Natural da Serra da Estrela, a Quinta da Alqueidosa, mas logo os meus pais questionaram: porque não convidar o tio X e a prima Y? Poucos minutos depois, já tínhamos cerca de 100 convidados, demasiados para o espaço escolhido. Tivemos de retirar alguns e manter apenas as pessoas que por um ou outro motivo realmente pretendíamos ter no nosso dia. Pelo caminho, ainda tivemos uns problemas com a empresa que nos fez os convites, atrasando o seu envio e acabámos por enviar os convites aos convidados apenas com 2 meses de antecedência! Nesta altura, já todos os preparativos começaram a apertar. Para nos dificultar ainda mais a vida, logo outro desafio surgiu: como receber os familiares da Dinara em Portugal? Sim, porque os cidadãos cazaque necessitam de vistos Schengen, o que implicou o envio de termos de responsabilidade notarizados. Felizmente, tudo correu bem: os vistos foram concedidos e eles puderam viajar.
Continuar a ler »Por fim, chegou o grande dia. A família da Dinara e as amigas/damas de honor, assim como familiares meus de Lisboa, ficaram alojados em casas da própria quinta durante todo o fim-de-semana do casamento. A noite anterior e a manhã do grande dia foram essenciais para preparar tanto psicologicamente como fisicamente a noiva. As damas de honor, 7 no total, foram imprescindíveis para que a Dinara tivesse um penteado e maquilhagem perfeitos para o dia. Para além disso, foram também responsáveis por levar a noiva desde o quarto até ao local da cerimónia com recurso a muitos guarda-chuvas!Eu preparei-me na casa dos meus pais, com a ajuda do meu padrinho. Depois, seguimos em procissão de carros (com o meu devidamente enfeitado) até à quinta, com as tradicionais buzinadelas pelo caminho. Assim que a noiva e as damas ouviram as buzinas sabiam que a festa tinha começado!
Felizmente, a maioria dos detalhes ficou a cargo dos profissionais que contratámos, tendo apenas de nos preocupar com os convidados hospedados.
Começo pela disponibilidade e boa disposição do Conservador da Conservatória da Guarda que dirigiu a cerimónia civil. A sua maior preocupação foi pôr toda a gente à vontade, e acreditem, neste dia isto é muito importante porque estamos mesmo muito nervosos! Ele permitiu que familiares e os padrinhos discursassem, tornando a cerimónia mais calorosa mas também emotiva. Foi também particular porque contou com um tradutor, o meu cunhado, que traduziu de Português para Russo. Já alguma vez assistiram a um casamento com tradutor? Foi especial!
O catering da Divinos foi imensamente elogiado, a comida estava deliciosa e havia imensa variedade. Tudo decorreu como planeado e foram-nos acompanhando nos diversos momentos ao longo do dia, desde quando começar a servir o almoço ou o jantar ou o corte do bolo. Trataram também do fogo-de-artifício do corte do bolo que foi memorável.
A florista Pétala da Torre superou as expectativas tendo feito com cuidado todos os arranjos com as cores, flores e aromas que a Dinara pretendia.
A decoradora da Ideal para ti implementou na perfeição todas as ideias para a cerimónia, desde menus e livrinhos (com as nossas biografias e estória) nas duas línguas, espaço Polaroid que os convidados adoraram, espelho de selfies, velas, caixinha com arroz e pétalas, pandeiretas, fotos para cada convidado (com os noivos), etc.
Os responsáveis pelo espaço da Quinta da Alqueidosa sempre atentos e prestáveis em assegurar não só que a cerimónia decorria na perfeição como também que os convidados estavam confortavelmente hospedados. E claro, o espaço em si foi muito elogiado por todos por ter vistas espetaculares.
Os músicos Amor Vitae, que tocaram na receção e na cerimónia, foram muito profissionais tendo feito covers das músicas que pretendíamos, os convidados elogiaram-nos muito. Depois, os DJs Oldschool, que tocaram e animaram a festa depois do almoço também foram muito profissionais e prestáveis e todos os convidados adoraram dançar ao som das suas músicas que incluiu uma seleção entre música portuguesa e cazaque.
A Pastelaria Colmeia foi responsável pelo bolo do casamento. Forneceram-nos gratuitamente amostras para que pudéssemos escolher o sabor. Fizemos uma sessão de provas com a família e o bolo escolhido foi o brigadeiro. Depois, escolhemos o buttercream como cobertura e pedimos para nos fazerem desenhos de flores na mesma. O resultado foi incrível, o bolo era realmente divinal! Sei que sou suspeito, mas sinceramente, nunca comi um bolo de casamento tão delicioso como este!
Por fim, mas não menos importantes, os fotógrafos da FLY Audiovisuais acompanharam-nos desde o início do dia até ao fim, muito profissionais, tentando captar sempre os melhores momentos da maneira mais perfeita. Desde a preparação dos noivos, passando pela cerimónia e pelas "fotos da praxe".
Sendo uma celebração multicultural, contámos também com outra particularidade. É tradição cazaque a família da noiva oferecer presentes à família do noivo e convidados. Assim, os meus (novos) tios trouxeram presentes do Cazaquistão que gentilmente ofereceram, não só aos meus familiares como a todos os convidados, enquanto nos desejavam as felicidades e mostravam o seu apreço pelo convite e pela cerimónia.
E a chuva? Como disse, não nos estragou a festa. A quinta preparou tendas adicionais para proteger os convidados. Onde tal não era possível, os guarda-chuvas fizeram o seu trabalho e os convidados foram à boleia, protegidos, de uns locais para os outros. Sempre que a chuva parava, aproveitávamos para tirar umas fotos no exterior.
No fim, todos os convidados regressaram a casa com uma experiência nova. Por cá, nunca tínhamos recebido presentes tradicionais de outro país ou tido um tradutor no casamento. Lá, a noiva nunca se atrasa e há várias cerimónias. E os nossos convidados naturais da Colômbia, Brasil, Finlândia, Panamá, Itália, Indonésia, São Tomé e Príncipe, Polónia e Letónia também experienciaram um dia diferente. Tudo correu bem e foi maravilhoso. E assim foi o dia mais feliz das nossas vidas!
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