O casamento de João e Laura em Sintra, Sintra
Elegantes Primavera Bege
J&L
18 Abr, 2015A crónica do nosso casamento
Devia esta crónica há muito tempo.
A verdade é que nem sempre houve tempo, nem sequer vontade. Não me interpretem mal: todos sabemos que organizar um casamento, por muito divertido que seja, por mais feliz que seja o acontecimento e por mais que tenhamos sonhado com isto, há alturas desesperantes em que se pensa porque raio duas pessoas se meteram numa empreitada destas.
Com o devido distanciamento - 6 meses - e ao escolher as fotos para partilhar convosco, é quase impossível não ficar com os olhos lacrimejantes, É que a saudade bate, e quase estaríamos capazes de nos meter noutra, não fosse brincadeira para custar o equivalente ao Orçamento do Estado da Etiópia.
Dizia eu que já se passaram quase 6 meses. Como voa!
Acordei na manhã de sábado às 7h (cerimónia para daí a 10 horas), como uma criança de 5 anos no dia de natal. Não me apeteceu dormir mais, simplesmente. Não via a hora de dizer o "é, sim", de firme, inabalável convicção de viver o primeiro dia de um "para sempre", perante os amigos mais queridos e a família mais chegada. Tomámos o pequeno-almoço juntos, eu e o João, e também com a minha mãe e com a minha madrinha. Estávamos tranquilos. Felizes.
Continuar a ler »Adorava poder dizer o mesmo da minha mãe e da minha madrinha, que transformaram a pilha de nervos em que estavam num drama.
Enchemos os carros com todas as tralhas que ainda faltavam levar para o hotel, entre as quais o meu lindo vestido que ia ficando esquecido em casa. às 11h já lá estava para os últimos preparativos e despedi-me do meu namorado, sabendo que quando o visse novamente era para casar. Para ser a sua mulher.
Às 13h chegou a equipa da beleza para a noiva, madrinha e mãe, e eu continuava, apenas e só, feliz como nunca (e as outras duas à beira de um ataque de nervos).Correu tudo lindamente, como se esperava, e depois, finalmente, chegaram as fotógrafas.
Desci para o lobby do hotel às 17h em ponto. Já tinha o motorista à espera, e fazia finca-pé de me atrasar, sim, mas pouco. Casar em Abril tem destas coisas. Os dias não morrem às nove da noite e era preciso aproveitar ao máximo a luz natural. Acontece que o motorista tinha instruções para não me deixar entrar no carro porque, aparentemente, tirando a família chegada, a igreja estava vazia (nota para as noivas que ainda estão a tratar dos convites: por amor da Santa, contem com meia hora de atraso. Enganem, sem qualquer pingo de vergonha, os vossos convidados. Se casam às 15h, metam no convite que é às 14h30. Ainda assim vai haver sempre quem chegue só no momento das assinaturas.)
Quando finalmente entrei na igreja de braço dado com o meu pai, deixei de ver se a igreja estava bonita e cheia de gente alegre e conhecida. Só vi o João, e renovei ali, houvesse margem para dúvidas, o amor eterno que lhe tenho. Até a música da entrada, que eu fazia tanta questão, deixei de ouvir.
A cerimónia foi muito bonita e nada secante. Eu diria até que houve momentos muito dvertidos.
Depois, quando acabou o protocolo, fomos tirar as fotos lindas que vocês podem ver e os convidados foram fazer aquilo que deviam: comer, beber e brindar ao nosso amor.
Seguiu-se o jantar e, num ápice, o resultado de meses e meses de preparativos, estava ali a acabar. O João apanhou uma "tosga" monumental, os nossos amigos foram a alma da festa, e não foi por ser o meu, mas nunca me tinha divertdo tanto num casamento.
Houve coisas que falharam. Já tive oportunidade de partilhar convosco num debate. Esqueci-me de por a liga (lá se foi o something blue), esqueci-me de levar para o copo d'água as sabrinas que tinha comprado caso me doessem os pés (não doeram), a minha mãe, com os nervos, não levou para a igreja o dinheiro dos músicos (grrrrrr), entre outras coisas de somenos importância. E então? Até isso tornou o nosso dia ainda mais perfeito, pela forma como encarámos os contratempos. E é só isso que se quer, num dia como este, que não se repete.
Queria muito, de coração, agradecer todas as conversas que por aqui tive, todas as inspirações, todos os desabafos com que generosamente partilharam comigo, e que me fizeram por as coisas em perspectiva. Agradeço-vos, sobretudo, por estarem comigo, aqui, numa "causa" nossa, só nossa. Onde mais poderíamos falar de casamento 24h/dia sem enlouquecer ou enlouquecer alguém?
Conheci aqui pessoas de quem certamente seria amiga noutro contexto. Muto obrigada por me terem apoiado, com opiniões sinceras e incentivos quando surgiam dúvidas.
Esepero que todos, sem excepção, sejam tão felizes como merecem.
Um beijinho,
Laura
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